Seu dentista é o profissional indicado para fazer essa avaliação

A partir de 1º de janeiro de 2019 será proibida a fabricação, importação e comercialização pelos serviços de saúde do mercúrio e do pó para liga de amálgama não encapsuladas usadas na odontologia há muitos anos. Antes a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia banido os termômetros e os medidores de pressão que contém a substância para diagnóstico. Se você tem restauração de amálgama, pode ficar tranquilo: os dentistas podem avaliar o estado da sua restauração e, se for o caso, recomendar a troca.

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Seu dentista é o profissional indicado para fazer essa avaliação

A decisão atende à Convenção de Minamata, um tratado global para proteger a saúde das pessoas e o meio ambiente dos efeitos negativos dessas substâncias. O compromisso foi assinado pelo Brasil e por mais 128 países em 2013.

O amálgama é uma liga metálica que contém, principalmente, prata, estanho e mercúrio. E, em menores quantidades, cobre, zinco, ouro índio e platina que aumentam a resistência do material à corrosão. 

“Após a reação de cristalização, uma estrutura muito resistente à compressão é formada, o que motiva sua utilização como material restaurador nos dentes posteriores, área onde o material precisa ter alta resistência às forças mastigadoras”, explica Felipe Melhado Magri (CRO-SP 100.704), especialista em Implantodontia, em Prótese Dentária e Reabilitação Oral da rede SucessOdonto Prime.

O mercúrio é um metal tóxico ao ser humano e foi sua presença que justificou a decisão da Anvisa. “Ele é altamente volátil em temperaturas acima de 12oC e libera um gás tóxico, inodoro e incolor que é inalado sem que o paciente e profissional percebam, chegando ao sistema nervoso central onde causa danos”, alerta Felipe.

Até o descarte do material requer cuidados especiais, exigindo recipientes inquebráveis e hermeticamente fechados para serem descartados em locais apropriados para reciclagem e eliminação de eventuais contaminações.

A amálgama metálica é um produto de baixo custo, com excelente durabilidade e resistência, sendo ainda controversa entre os dentistas a necessidade de troca do material. Felipe observa, porém, que não há motivo para pânico, pois muitos pacientes não apresentam qualquer problema de saúde. 

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“O ideal seria investigar o histórico médico e, na presença de alguma alteração sistêmica inexplicável, realizar exames para dosar os níveis de mercúrio no sangue. Nos casos em que o paciente possui condições para realizar a substituição da liga pelos materiais restauradores resinosos, essa é sempre a melhor opção, eliminando todo o contato com o mercúrio”, avalia o dentista.

Quando o amálgama é substituído, os dentistas optam por resinas compostas. Elas se destacam também por um melhor resultado estético, pois possuem cor clara, se assemelhando mais ao tom original do dente.

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“A troca das restaurações de amálgama por material deve ser feita criteriosamente desde a remoção da liga metálica, que deve ser realizada com o uso de isolamento absoluto, até a inserção do novo material restaurador, utilizando a técnica adequada para garantir a sua longevidade. Além das resinas compostas, outros materiais poderão ser utilizados nos casos de maior destruição do elemento dentário, como as porcelanas e implantes”, explica Felipe.

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