Estudo aponta que uso de emojis em e-mails profissionais não é bem visto, mas é possível transmitir otimismo e boa vontade por meio do texto

Se sorrir no mundo real faz você ganhar pontos com o interlocutor, usar um emoji sorridente em uma mensagem de e-mail não tem  um efeito tão simpático.  Expressar boa disposição continua em alta, apenas a ferramenta é diferente: a palavra.

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Emojis podem não ser a melhor escolha para a sua conversa
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Emojis podem não ser a melhor escolha para a sua conversa

Segundo pesquisa realizada pela Universidade Ben Gurion, o uso de emoji de  sorriso (o “smiley”) faz com que o emissor tenha sua imagem prejudicada perante o interlocutor.  

No estudo, pessoas foram convidadas a avaliar uma mensagem de um suposto recém-contratado na empresa – alguns entrevistados viram uma mensagem com o sorriso e outros não. Eles deveriam dizer sua impressão em termos de cordialidade e competência.

Embora a presença do emoji tenha melhorado ligeiramente a impressão de cordialidade, prejudicou a impressão quanto à competência.  

Fabiana Reis, psicóloga e consultora de carreira, concorda com o resultado da pesquisa: “O uso de emoji vai depender do grau de intimidade que se tem com a outra pessoa, qual é o estilo da mensagem e o ambiente. No mundo corporativo, a clareza é fundamental e o emoji pode ser mal interpretado”. 

“A boa educação, quando transmitida por meio da escrita, é muito mais bem vista do que o emoji”, analisa Kátia Barreto, psicóloga e business coach.

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Suas palavras também podem sorrir

Para ambas as especialistas, a saída é transmitir cordialidade e entusiasmo por meio da escolha de palavras. “Às vezes, ir direto ao ponto, em uma mensagem escrita, pode passar a conotação de uma postura mais ‘agressiva’. Um ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ou se colocar à disposição para esclarecer dúvidas é um zelo que sempre cai bem. Buscar o meio termo entre escrever demais e ir direto ao ponto é importante para passar uma boa impressão”, sugere Fabiana.

Evite usar sentenças negativas. “Se você quiser dizer que não consegue se reunir amanhã, opte por ‘Gostaria de sugerir o horário x ou y porque às 8h já estou com a agenda fechada’ ou ‘Retornarei dentro de tanto tempo’. Jamais use expressões como ‘vou tentar’, ‘não posso’, ‘não consigo’. Essas palavras, além de serem negativas, passam uma sensação de negatividade”, avalia Kátia.

Conhecer um pouco sobre o estilo e as preferências do outro também é fundamental para ajustar o tom da mensagem. “Você vai ter muito mais sucesso se conhecer um pouco melhor sobre como o outro prefere ser tratado ou como ele prefere conduzir a conversa”, comenta Fabiana.

Ainda pode ser descontraído?

Sim e a regra é parecida com a do mundo real. “O momento ideal para ser um pouco mais descontraído é quando já existe um relacionamento pessoal. Mas isso vai depender se o interlocutor ou o cliente demonstrar abertura em algum momento. A abertura é o outro que lhe dá, tanto pelo desenrolar do relacionamento, quanto por meio de uma frase mais descontraída, finalizada por ‘risos’, por exemplo”, analisa Kátia.

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O Whatsapp por ser um meio de comunicação mais instantâneo têm se mostrado um espaço mais informal, enquanto o e-mail formaliza o que foi acordado por telefone ou aplicativos. Lá a regra de conhecer o interlocutor para saber como se comunicar melhor é uma boa aposta.

“O Whatsapp substituiu o telefone, as pessoas usam para um contato mais rápido e ganham em produtividade. Mas, também não vale usar vários emojis um atrás do outro e comprometer a clareza. A verdade é que as pessoas estão se ajustando conforme as tecnologias avançam”, comenta Fabiana.

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