Neste Dia Nacional do Dentista, os profissionais revelam como abraçaram esta carreira

No próximo dia 25, nós comemoramos o Dia Nacional do Dentista. Em homenagem àqueles que trabalham para nos fazer sorrir, pedimos que eles contassem como eles decidiram seguir carreira na odontologia. Desejamos que essas histórias inspirem outras pessoas a levar sorrisos a seus clientes e companheiros de trabalho, independente de suas carreiras.

Dr. Giovanni Plácido Palhaci, cirurgião-dentista:

“Talvez a pergunta mais certa seria: “por que a Odontologia me escolheu?

Em diversas ocasiões, parei para refletir e perguntei a mim mesmo o motivo para escolher ser dentista. Eu sempre quis trabalhar com saúde, cuidar de pessoas e fazê-las se sentirem melhor. Até que um dia, enquanto cursava cursinho em Bauru-SP, minha cidade, veio uma luz na cabeça: ‘Como não amar uma profissão que cuida do sentimento mais lindo do ser humano que é o sorriso?’

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Neste Dia Nacional do Dentista, os profissionais revelam como abraçaram esta carreira
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Neste Dia Nacional do Dentista, os profissionais revelam como abraçaram esta carreira

A partir deste dia eu comecei a gostar da Odontologia como uma criança gosta de brincar, como um adolescente gosta de seus amigos ou como os pais gostam de seus filhos… era simplesmente um amor recíproco e inexplicável. 

E esse sentimento só foi aumentando cada vez mais durante o período da faculdade, na Universidade Sagrado Coração, na qual os pacientes que atendi durante os estágios vinham com lágrimas nos olhos e um sentimento puro de gratidão de trazer um sorriso - que estava perdido - de volta. 

Tenho na minha profissão um carinho tão enorme, que eu acordo e vou dormir pensando em como posso ser um profissional melhor todos os dias em meu consultório. Não existe nada mais gratificante do que um abraço carinhoso e palavras como: Muito obrigado por devolver minha autoestima, você conseguiu me fazer sorrir novamente! 

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Quem leva a Odontologia no coração, transforma vidas, pois devolve muito mais do que função ou estética... devolve o sentimento de sorrir. Amo muito ser dentista e levo isso sempre comigo”. 

Dra. Renata Paraguassu, especialista em ortodontia e implantodontia da SucessOdonto Prime:

“Sou filha de uma professora de português e de um professor de matemática. Não havia dentistas na minha família, mas as idas ao consultório da minha odontopediatra eram mágicas! Tudo me encantava e instigava e, ao chegar em casa, sempre ia para o meu consultório de brincadeira, onde tinha agenda e ficha dos ‘meus pacientes’. No atendimento, o giz que meus pais usavam para ensinar viravam dentes e fazia cáries neles com caneta hidrocor preta, molhava para ficar molinho e removia aquela manchinha feia. Eu ficava horas brincando de dentista. E então nos testes vocacionais o resultado era óbvio: Odontologia e todo aquele universo de materiais com cheiros indefectíveis. 

Ao começar o estudo da Odontologia, fui descobrindo que aquela brincadeira infantil ia muito além da minha imaginação. Eu podia transformar sorrisos, faces e trazer muitas vezes uma alegria inimaginável ao outro, um banho de autoestima. Uma recompensa que, em muitos momentos, ultrapassa qualquer ganho financeiro e traz uma grande realização profissional. Entendi então o motivo de meus pais sempre terem sido tão realizados como professores. Eles amam o que fazem e isso tem um valor fundamental para uma vida plena em todos os sentidos. 

O sorriso é o espelho da alma, certo? Essa é uma frase batida, mas que guarda uma sabedoria gigante. E se alguém não se sente confortável para sorrir, por ter vergonha da aparência de seu sorriso, poder reabilitá-lo nos dá, enquanto dentistas, uma possibilidade enorme de estar, literalmente, cara a cara com a felicidade. Sem falar na possibilidade de poder contribuir para que o paciente possa se alimentar adequadamente, se comunicar e ter um cotidiano saudável.  Portanto, cuidar desta pequena grande parte do corpo humano é extremamente gratificante e desafiador”. 

Dr.ª Vânia Loureiro, professora de Histologia e Embriologia do curso de Odontologia da Faculdade Metropolitana de Santos: 

“Quando eu estava no colegial, atual ensino médio, minha vontade era fazer Medicina, sonho do meu pai. Já meu irmão mais velho, desde pequeno quis ser dentista, e assim o fez. Fiquei fascinada pelos livros e histórias que ele contava, o que fez com que passasse a sonhar com essa nova profissão. 

Em 1983 prestei o vestibular para Odontologia e entrei em duas faculdades, optando por Santos. A 8ª turma da faculdade, os colegas e a cidade eram uma grande conquista, porém tive muitas dificuldades. Para ajudar a me manter, vendia roupas que trazia de SP e em muitos fins de semana, trabalhei como babysitter. 

Após a graduação, em 1987, voltei à SP e prestei Residência no Hospital A.C.Camargo, em Estomatologia com preparo fundamental em Cirurgia Buco Maxilo-facial. Com apenas uma vaga, entrei. Lá, confirmei que estava no caminho certo. Era a minha vocação. A cada dia e a cada estudo, eu ficava mais encantada. 

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Em 1989, após a formatura da residência, voltei para o litoral. Fiz especialização e, num mesmo dia, cheguei a trabalhar em três diferentes cidades da Baixada. Crescer na profissão enquanto mulher era um desafio extra nessa época. Eis que um dia recebi o convite de uma amiga de turma para fazer parte da cadeira de Histologia e Embriologia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), onde me formei. Mais um sonho realizado. Dar aulas nos faz estarmos sempre atualizados. 

Montei consultório, tive filhas, trabalhava, era mãe e esposa, mas faltava aprimorar minha cirurgia e em 1994 entrei na especialização em Periodontia. Nesses dois anos de especialização, meu pai faleceu, meu marido capotou o carro e quase morreu, mas consegui finaliza-la com a nota máxima. 

Como todo dentista, trato de gente, e não de dentes. Muitos pacientes viraram amigos. Já meus alunos, são como filhos. Docente há 27 anos, já fiz curso onde ex-alunos foram meus professores, o que me deixa orgulhosa. Hoje tenho consultório, ministro aula nas faculdades de Odontologia e Nutrição e com 53 anos me preparo para iniciar o Doutorado em 2018. Sou muito feliz”.

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