O tratamento de canal é necessário quando há a polpa está infeccionada ou até morta

O tratamento de canal é um dos principais temores da população. A endodontia, área da odontologia que cuida do tratamento de canal, já evoluiu bastante, mas ainda envolve uma série de procedimentos delicados para tratar de um dente sem vitalidade pulpar.  Se o dentista já diagnosticou a necessidade de um tratamento de canal, saiba o passo que ele irá adotar para lhe devolver a tranquilidade de sorrir – e se você ainda não passou por isso, conheça como proteger o seu sorriso dos riscos que podem levar a esse procedimento.

O tratamento de canal é necessário quando há a polpa está infeccionada ou até morta
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O tratamento de canal é necessário quando há a polpa está infeccionada ou até morta

A cárie começa no esmalte e vai desgastando o dente camada por camada: do esmalte atinge a dentina e, desta, passa para a polpa. Quando a polpa é atingida pela cárie.

“Basicamente, a célula da polpa do dente é uma célula tronco indiferenciada. E quando ela morre, causa uma infecção de dentro pra fora. E se não tratar, o caso fica cada vez pior”, alerta Thales Wilson Cardoso (CRO-SP 98.196), dentista clínico geral do Instituto Thales Cardoso de Odontologia (ITCO).

Outras causas que podem levar à necrose da polpa é a doença periodontal, conhecida como periodontite, e traumas que o dente venha a sofrer.

Como saber que é preciso fazer o tratamento de canal?

O principal sintoma de que pode ser necessário o tratamento de canal é a dor intensa ou sinal de infecção pulpar. Vale lembrar que apenas o dentista poderá fazer o diagnóstico correto. “O profissional irá fazer uma abertura no dente, chamada de cirurgia de acesso, por onde ele poderá ver o estado da polpa do dente”, explica Thales.

O dentista avaliará como aplicar a anestesia dependendo do estado da polpa. Se a polpa estiver morta, ela será removida. E na sequência o dentista irá colocar um medicamento intracanal para evitar que surja uma nova infecção.

 “O dentista ainda irá usar um material chamado de guta-percha, que é um cimento dentário, para fechar. Depois a pessoa pode fazer uma prótese ou uma coroa nesse dente. Se for caso de trauma, pode ser que uma simples restauração já seja bem sucedida nessa fase final”, analisa Thales.

E se não tratar o canal? Daí a situação pode complicar e bastante. Além da dor, o quadro pode se agravar. “O canal não tratado pode virar um abcesso e até evoluir para um cisto. Há também a possibilidade de a bactéria cair na corrente sanguínea, o que pode causar problemas cardíacos”, alerta Leonardo Nitto (CRO-SP: 61.675), cirurgião-dentista.

Fazer tratamento de canal dói?

Se o dente ainda estiver vivo, infeccionado, infelizmente, vai doer sim. “A dor vai depender de como a polpa está, se a cárie estiver perto, pode ser que tenha que dar anestesia intracanal, avalia Leonardo.

Como fica o dente após o tratamento de canal?

“O dente fica vitalidade pulpar, mas cumpre a sua função no osso. Quando dizemos ‘sem vitalidade pulpar’, queremos dizer que ele perde a sensibilidade, porque há a retirada da polpa constituída por vasos e nervos”, conta Leonardo.

Como fazer para prevenir tratamento de canal?

É algo bastante simples. Basta fazer a higienização correta, com ao menos três escovações diárias, uso do fio e do enxaguante bucal – isso ajuda bastante a prevenir o surgimento de cáries e da doença periodontal.

Outro ponto importante é fazer visitas regulares ao dentista porque o profissional poderá identificar a cárie, a doença periodontal ou mesmo uma eventual trinca logo no início e assim impedir que o problema evolua para o quadro que requer o tratamento de canal.

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