Neste setembro amarelo, conheça histórias de pessoas que passaram por dificuldades, mas redescobriram o prazer de sorrir

Sorrir é um ato tão natural que, às vezes, esquecemos de sua importância. O sorriso verdadeiro  é expressão genuína de felicidade e a melhor forma de estabelecer conexões, impressionar, seduzir ou mesmo se desculpar com alguém.

Porém, há fases na vida em que desaprendemos como sorrir e levamos um longo caminho até recuperar essa habilidade tão instintiva. Acredite, a jornada pode parecer longa, mas será recompensadora.

Sorriso
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Sorriso

O professor e escritor Fábio Fernandes conta como pequenas mudanças no cotidiano o ajudaram a superar a depressão:

“Em março de 2015 eu me separei e me mudei. E por causa de várias coisas, que levaram à separação, entrei em depressão. Ela me atingiu no sentido de eu não encontrar muita alegria de viver, enquanto a gente não tem alegria, não sorri. E quando eu sorria, os outros percebiam que era um sorriso falso.

Como professor, os alunos sentiam a minha tristeza. Em outros serviços, pois também sou tradutor, houve compromissos que não consegui cumprir por causa da depressão. E por isso, perdi várias oportunidades de trabalho e algumas portas se fecharam para sempre.

Comecei melhorar, basicamente, por meio de duas coisas: atividade física e meditação. No final daquele ano comecei a praticar a meditação Theravada, uma linhagem do budismo que é considerada a mais antiga. Sem entrar em questões religiosas, a meditação dá um apoio muito forte. Comecei a praticar uma vez por semana, depois duas até ser diária. Hoje faço duas vezes por semana.

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Uma das coisas da meditação é focar no presente, parar de pensar demais no passado ou no futuro, e não ficar pensando em coisas que não vamos conseguir resolver.

Gosto de caminhar, e de praticar muay-thai também. Eu reduzi bastante e hoje só faço natação. Mas essa coisa da liberação de endorfina [hormônio liberado pelo organismo durante a atividade física] faz com que você de repente ouça um passarinho e comece a sorrir. Você vê uma criança ou cachorrinho e sorri sem perceber. Parece piegas, mas isso é importante para a saúde mental da gente.

Hoje não é que eu seja sorridente o tempo todo, mas estou tranquilo porque consigo sorrir quando estou com vontade. A gente vai construindo o nosso caminho e não tem fórmula mágica: é um dia depois do outro, como dizem nos Alcoólicos Anônimos”.

A coach Aline Bravo conta como a decisão de abandonar uma carreira já consolidada a ajudou a recuperar a alegria de sorrir:

“Passei muito tempo da minha vida insatisfeita profissionalmente. Eu trabalhava como gerente comercial de uma instituição financeira, em um ambiente de muita pressão, em um nível quase desumano.

Eu gostava de atender, de resolver problemas, se fosse só isso, eu me aposentaria lá! Mas para vender os produtos do banco, eu tinha que, de alguma forma, omitir informações ou vender o que a pessoa não precisava comprar.

O meu principal valor pessoal é contribuir, ajudar as pessoas, e eu me sentia como se prejudicasse os clientes. Isso começou a afetar minha saúde, o meu relacionamento com as pessoas e todas as áreas da minha vida. Cheguei a passar por uma depressão e aí foi cada vez pior.  Era um sentimento de estar morrendo aos poucos, de desrespeito comigo, de fazer o contrário do que eu acreditava.

Busquei um profissional para entender como poderia agir para mudar minha situação. Na época, eu não via chances de sair daquele círculo vicioso.

Fiz terapia e o processo de coaching. A terapia me ajudou a curar a depressão, e o coaching me ajudou a enxergar novas possibilidades e que estava em minhas mãos procurar algo que me fizesse sorrir novamente .

É importante o autoconhecimento que a terapia e que o coaching trazem, a gente aprende a se respeitar mais. Na época, eu tinha um salário legal, um cargo legal, mas não tinha o perfil para aquilo.

Hoje, também sou psicóloga, além de administradora de empresas, e isso me fez ver que eu tinha vocação para ajudar pessoas que estavam na mesma situação pela qual passei.

Dei vários passos atrás, para dar um salto e ser coaching de felicidade profissional. Saí de um cargo de gerente, voltei a ser analista, a trabalhar com RH… Hoje sou totalmente realizada ajudando pessoas que estão no mesmo ciclo que eu vivi a se encontrarem”.

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